Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Oi, como vai? Acredito que você esteja bem… Você já sabe que sou uma garota mimada, insistente, repetitiva e afins, mas não se preocupe com meus devaneios, afinal, você nunca se preocupou.
Aliás, eu me equivoquei ai em cima, eu sou A garota, aquela que poderia ter sido a sua garota, mas que você não quis. Em nosso quase romance eu quase fui feliz, quase ao seu lado eu vivi uma vida de incerteza, fazendo de tudo pra você não se chatear, pensando em cada palavra pra não te magoar, olha só que ironia, logo eu que faço piadas sem graça e rio sozinha de coisas que acho graça!
Reinventei-me pra você, mas você não estava nem ai, pra você eu nunca existi, nunca passei de só uma garota…
Eu quis ser aquela que ia rir com você e chorar ao teu lado, que ia se preocupar com seus problemas e te ajudar a encontrar soluções, podia ser a tua amiga, a tua vida se você quisesse, poderia ter sido varias coisas, mas não fui.
Poderíamos ter passado às tardes juntos, abraçados e falando da vida, falando besteira, ou até não falando nada… Era eu que ia te olhar nos olhos e te dizer: vai ficar tudo bem amor, eu to do seu lado, vou te ajudar e tudo vai dar certo. Poderíamos andar de mãos dadas por ai, brincar feitos duas crianças, cantar musicas bregas… Poderíamos tomar banho de chuva, ver um por do sol na praia, um cinema aos domingos e até um futebol na televisão… Você me ensinaria a matéria que eu sempre fui péssima e você bom e eu te ensinaria feliz. Eu poderia ter dito: eu te amo e você ter dito: eu também.
Eu te amaria incondicionalmente, mas você sempre foi aquele que fazia os momentos únicos virem carregados de culpa e até magoa, nunca vai existir um final feliz não é mesmo?
Não quero ser sua diversão, seu consolo… Não quero ser o seu placebo.
Por fim, venho te desejando boa sorte, seja feliz, apesar de saber que ninguém pode te fazer feliz como eu poderia ter feito, um dia quando eu parar de ser idiota, será tarde demais pra você, acho que vou guardar você num lugar bem escondido do meu coração e da minha memória e terá aquele aviso: cuidado, você vai se machucar, então, quem sabe um dia eu pare de abrir essa caixinha de lembranças e com o tempo ela se resuma a nada. Quem sabe nesse dia eu darei a alguém a chance de fazer da minha vida o que você jamais fez.
p.s. não se prenda a destinatários, são só palavras da garota placebo e maluca que escreve aqui.